A Área Metropolitana de Lisboa (AML) realizou, no passado dia 4 de novembro, na sua sede, uma reunião do Grupo de Trabalho Metropolitano dos Resíduos. O encontro centrou-se na implementação dos PAPERSU (Plano de Ação para a Aplicação do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos) e na aceleração da gestão de biorresíduos.
Participaram na reunião o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, o Vice-presidente da CCRLVT, os dois vice-presidentes do Conselho Metropolitano, o primeiro-secretário e secretários da Comissão Executiva da AML, representantes dos conselhos de administração da AmarSul, ValorSul e TratoLixo, e um elemento da Agência Portuguesa do Ambiente.
João Manuel Esteves, Secretário de Estado do Ambiente, abriu a reunião abordando a situação dos PAPERSU e a gestão de biorresíduos, referindo que “o projeto justifica a sua implementação urgente, pois temos uma consciência ambiental forte, mas também sofremos de uma certa preguiça ambiental, que nos limita os procedimentos.”
Recordou-se uma reunião anterior, em abril, em Palmela, onde já tinham sido apresentadas as linhas gerais da Estratégia Terra +, que visa um modelo de governança mais eficiente e de proximidade.
A taxa nacional de captura de biorresíduos é de 15%, distante da meta de 60% para 2030. Apenas 22 municípios cumpriram a meta anual do PAPERSU, beneficiando de desconto na TGR. Na AML, quatro municípios atingiram este objetivo.
No programa de aceleração da gestão de biorresíduos, definiram-se metas para a prevenção e economia circular, incluindo medidas de redução do desperdício alimentar, campanhas de sensibilização, apoio financeiro e técnico a projetos municipais, e capacitação de serviços.
Os próximos passos da Estratégia Terra + incluem o diagnóstico do PAPERSU, a designação de responsáveis, a procura de boas práticas, a preparação com parceiros locais, a mobilização de financiamento, o arranque no terreno e a divulgação de resultados.
A Cascais Ambiente apresentou a sua estratégia de sucesso na gestão de biorresíduos.
Fernando Paulo Ferreira, vice-presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, afirmou que a AML está preparada para trabalhar com o Ministério do Ambiente e que é necessária a sensibilização da população para a reciclagem, sugerindo a criação de uma empresa metropolitana de gestão de resíduos.
Ana Teresa Vicente, vice-presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, sublinhou a urgência de encontrar uma solução para a deposição de resíduos e pediu ao governo atenção às necessidades diferenciadas de cada município da AML.




