Algarve recebe 3,7 milhões de euros para reforçar gestão da água

Financiamento do Fundo Ambiental visa melhorar a resiliência hídrica e o ciclo urbano da água na região algarvia.

Gotas de água a cair em água límpida, simbolizando a gestão hídrica.
IA

Gotas de água a cair em água límpida, simbolizando a gestão hídrica.

A região do Algarve vai beneficiar de um primeiro pagamento de 3,7 milhões de euros do Fundo Ambiental, destinado a fortalecer o investimento no ciclo urbano da água e na resiliência hídrica.

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, supervisionou, em Faro, a assinatura de acordos de financiamento entre o Fundo Ambiental e entidades beneficiárias. Estes acordos visam promover a gestão eficiente e inteligente da água e aumentar a resiliência do território algarvio, num evento realizado a 30 de setembro.
A cerimónia inseriu-se no âmbito de um Protocolo de Colaboração Técnica entre o Programa Regional Algarve 2030 e o Fundo Ambiental. O montante de 3,7 milhões de euros foi formalizado através da assinatura de acordos com o Município de Silves, Município de Castro Marim, Município de Lagoa, Município de Lagos, Ambiolhão, Águas do Algarve, FAGAR, InfraMoura, Taviraverde e EMARP.
Estiveram presentes José Apolinário, presidente da CCDR Algarve e da Autoridade de Gestão do PR Algarve 2030; António Pina, presidente da AMAL; e Rosário Gama, presidente da Agência para o Clima.
José Apolinário realçou a importância do PR Algarve 2030 e do capítulo regional do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para investimentos estruturantes na eficiência hídrica. Sublinhou que a resposta aos desafios da água requer continuidade, investimento e articulação entre entidades públicas e fundos europeus.
Até 31 de agosto, o PR Algarve 2030 já tinha assegurado 32 milhões de euros em investimento no ciclo urbano da água. Os municípios algarvios investiram 16 milhões de euros em eficiência hídrica e redução de perdas, após a execução de 47,4 milhões de euros com financiamento do PRR. A Águas do Algarve investiu 12 milhões de euros em digitalização e monitorização do ciclo da água, além de intervenções em Estações de Tratamento de Águas Residuais, visando aumentar a disponibilidade de água residual tratada.
A CCDR Algarve considera que a alocação regional de fundos europeus responde às especificidades do Algarve, um território com desafios próprios em termos de disponibilidade de água e exposição a riscos climáticos como a seca. José Apolinário defendeu a manutenção de uma forte dimensão regional no próximo quadro financeiro europeu (2028-2034), com participação das entidades territoriais e municípios na definição de prioridades.
O Presidente da CCDR Algarve agradeceu o empenho da Ministra do Ambiente e Energia, da Agência para o Clima, dos municípios e empresas municipais, da Águas do Algarve, da AMAL e das equipas da Autoridade de Gestão do Programa Regional Algarve 2030 nesta parceria.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Algarve 2030 – Programa Regional (CCDR Algarve) (02/10/2026)