A publicação, editada pelas Edições Colibri e pelo Município de Reguengos de Monsaraz, é fruto da investigação arqueológica de Rui Mataloto, arqueólogo da Câmara Municipal de Redondo, e André Pereira, Gestor de Ciência no Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. O trabalho destaca a riqueza e densidade patrimonial do concelho, um dos mais estudados pela Arqueologia portuguesa.
A apresentação insere-se nas Jornadas Europeias do Património, um evento promovido pelo Conselho da Europa e pela Comissão Europeia. A Carta Arqueológica, que recupera a expressão “de tempore antico” do Foral de Monsaraz de 1276, visa integrar informação arqueológica rigorosa no Plano Diretor Municipal e apoiar a salvaguarda do património.
O documento é um repositório de décadas de investigação e aproxima o passado arqueológico dos cidadãos. Para a sua elaboração, foram revistas mais de 4.500 entradas arqueológicas, percorridos mais de 1.500 quilómetros a pé pelo concelho e realizadas mais de 300 horas de tratamento de informação.
O inventário documenta uma ocupação humana desde o Paleolítico até à Época Medieval e Moderna, com destaque para a paisagem pré-histórica e mais de uma centena de monumentos megalíticos, incluindo o Complexo Arqueológico dos Perdigões.




