Na sua intervenção, Carlos Pinto Rodrigues detalhou o MODE – Modelo de Acompanhamento do Desperdício do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O modelo visa consolidar uma governação baseada em dados provenientes de sistemas de informação geridos pela SPMS, com o objetivo de prevenir o desperdício e detetar precocemente padrões de risco associados à prescrição, prestação de cuidados e faturação no SNS.
Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, a solução MODE combina regras de negócio consolidadas com algoritmos de aprendizagem automática. Utiliza informação do Centro de Controlo e Monitorização do SNS, integrado na SPMS, e prevê-se a sua articulação com auditorias internas das unidades locais de saúde e entidades de monitorização central da despesa.
O modelo apresentado pretende contribuir para uma gestão mais eficiente da despesa do SNS, identificar utilizações ineficientes de recursos, prevenir o desperdício, reforçar a monitorização da despesa e fomentar uma análise articulada de casos anómalos.
A conferência contou ainda com a participação de Rui Gomes, diretor do Departamento de Transformação e Inovação Digital da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e foi moderada por Jorge Nunes, coordenador da Pós-Graduação em Gestão da Fraude Organizacional. Especialistas abordaram estratégias e boas práticas para a prevenção, deteção e investigação da fraude num contexto de crescente digitalização e exigências de conformidade.
A iniciativa assinalou o encerramento de mais uma edição da Pós-Graduação em Gestão da Fraude Organizacional, focada na formação de profissionais especializados nesta área crítica da gestão organizacional.




