No Dia do Porto da Figueira da Foz, que assinalou também os 60 anos da construção dos molhes, o presidente da Câmara reclamou esclarecimentos sobre a compensação financeira devida pela EDP ao município e exigiu à administração do porto da Figueira da Foz que conte «toda a história» do processo Bioadvance.
A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, de vereadores, representantes da comunidade portuária, entidades civis e militares, e autarcas do concelho.
Pedro Santana Lopes abordou dois assuntos considerados fundamentais para o futuro do concelho: a compensação financeira de cerca de 20 milhões de euros da EDP, relativa à Central Termoelétrica de Lares e à subestação de Lavos (2009-2025), e o processo Bioadvance, instalado na zona portuária.
O autarca considerou inaceitável o silêncio em torno do processo Bioadvance, questionando quem trouxe a empresa para a Figueira da Foz, quem decidiu a sua localização e quem autorizou a operação, num processo que envolve cerca de 30 milhões de euros.
Pedro Santana Lopes destacou também o investimento de cerca de 50 milhões de euros do Estado nas obras em curso na zona costeira e portuária, antecipando o crescimento da atividade económica e o potencial turístico do porto.
Susana Pinho, presidente da Comunidade Portuária, realçou a importância histórica dos molhes, inaugurados em 1966, para afirmar a Figueira da Foz como porto de comércio internacional e peça essencial da economia regional e nacional.
Teresa Cardoso, presidente do Conselho de Administração do Porto da Figueira da Foz, sublinhou o papel da infraestrutura no desenvolvimento económico e territorial, reafirmando o compromisso com a modernização e competitividade do porto.




