Homenagem a Nunes Pereira em Coja destaca arte e património

Sessão celebrou o legado artístico e cultural de Monsenhor Nunes Pereira, com foco na apresentação do livro 'Pelourinhos: Símbolos de Poder'.

Imagem genérica de um pelourinho português em pedra com pormenores esculpidos.
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Imagem genérica de um pelourinho português em pedra com pormenores esculpidos.

A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, homenageou Monsenhor Nunes Pereira no passado dia 17 de outubro, com a apresentação do livro 'Pelourinhos: Símbolos de Poder – Desenhos de Nunes Pereira'.

A iniciativa celebrou o legado artístico e cultural de Monsenhor Nunes Pereira e a sua ligação a Coja e à região. Na sessão de abertura, a vice-presidente da Câmara Municipal de Arganil, Paula Dinis, sublinhou a importância de preservar e divulgar a obra do homenageado. "Mais do que a sua obra, as memórias e as partilhas de pequenas ou grandes histórias ajudam-nos a compreender a nossa história e a nossa herança cultural", afirmou Paula Dinis, recordando o papel de Monsenhor Nunes Pereira na comunidade local.
Monsenhor Nunes Pereira, sacerdote, artista e investigador, manteve uma ligação especial a Coja, onde exerceu funções paroquiais entre 1935 e 1952. A sua obra diversificada refletiu o interesse pelas tradições, pela identidade local e pela preservação da memória e do património.
O investigador e escritor cojense Nuno Mata apresentou o livro 'Pelourinhos: Símbolos de Poder – Desenhos de Nunes Pereira', destacando os desenhos dedicados a estes elementos do património português. A apresentação contou com o enquadramento histórico da investigadora e professora jubilada Regina Anacleto e com a perspetiva sociológica do professor jubilado Boaventura de Sousa Santos sobre os pelourinhos como símbolos de poder.
Regina Anacleto realçou no livro a importância dos pelourinhos para a memória coletiva, considerando-os "frequentemente o único elo que liga o presente com o passado" nas aldeias, e defendeu a sua preservação para "compreender o passado para conhecer o presente e para perspetivar o futuro".
O programa incluiu ainda a exposição 'Nunes Pereira – A arte de olhar. A palavra de recordar', a projeção do documentário 'Monsenhor Nunes Pereira – O que ele viu… por quem ouviu', com testemunhos de pessoas próximas, e a dramatização de um excerto da revisteca 'Ó Côja do Rio Alva' pelo grupo Gorgulhos / Teatro na Serra.
A sessão foi promovida pelo Seminário Maior de Coimbra e pelo Museu Nacional de Machado de Castro, em parceria com os Municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Góis, Lousã, Montemor-o-Velho e Pampilhosa da Serra, entre outras entidades.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Municipio de Arganil (23/10/2026)