Arganil acolhe Conferência Nacional da Paisagem com foco em resiliência e memória

Evento reuniu mais de 100 participantes para debater arquitetura, paisagem e o projeto vencedor do Prémio Nacional da Paisagem 2025.

Paisagem de floresta verdejante em Portugal, com um caminho claro e sinais de intervenção humana para controlo de espécies invasoras.
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Paisagem de floresta verdejante em Portugal, com um caminho claro e sinais de intervenção humana para controlo de espécies invasoras.

Arganil acolheu a 9.ª Conferência Nacional da Política de Arquitetura e Paisagem, reunindo mais de 100 especialistas para debater resiliência territorial e conhecer o projeto vencedor do Prémio Nacional da Paisagem 2025.

A Antiga Cerâmica de Arganil foi o palco da 9.ª Conferência Anual da Política Nacional de Arquitetura e Paisagem (PNAP), dedicada ao tema «Arquitetura e Paisagem, Memória, Identidade e Resiliência». O evento, que decorreu no dia 2 de outubro, juntou mais de 100 participantes, entre especialistas, académicos e profissionais das áreas da arquitetura, paisagem, património e ordenamento do território.
Um dos pontos altos da conferência foi a visita imersiva à Floresta da Serra do Açor, projeto galardoado com o 6.º Prémio Nacional da Paisagem 2025. Os participantes puderam conhecer no terreno os trabalhos de recuperação e regeneração paisagística em curso no concelho. A ação incluiu uma componente prática de controlo de espécies invasoras lenhosas, como as acácias, através da técnica de descasque, onde os presentes puderam experimentar o processo.
Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, a Diretora-Geral do Território, Fernanda do Carmo, e o Vice-Presidente da CCDR Centro, Nuno Nascimento, sublinharam a importância de colocar a paisagem e a resiliência no centro das políticas de desenvolvimento territorial. Luís Paulo Costa destacou a relevância de Arganil sediar o evento, considerando o projeto Floresta da Serra do Açor um exemplo nacional de gestão integrada da paisagem e de como as crises podem impulsionar a transformação e a esperança.
Fernanda do Carmo realçou a importância da experiência imersiva em Arganil, um concelho com uma experiência concreta em intervenção paisagística. Nuno Nascimento elogiou a escolha de Arganil como local para debater memória, identidade e resiliência, reconhecendo a visão de futuro do projeto e a capacidade da equipa municipal em colocar o concelho na vanguarda desta discussão nacional.
O programa contou ainda com a apresentação de outros projetos, como Guardiãs da Água, focado na revitalização dos Lavadouros de Cepos e distinguido com o Prémio Novo Bauhaus Europeu 2025, e o projeto TERRES – Territorialização da Resiliência. Foram também abordadas a reabilitação da Casa Aristides de Sousa Mendes e iniciativas de apoio à Arquitetura Tradicional e ao projeto PAISACTIVO.
A conferência explorou a dimensão europeia dos desafios da resiliência territorial, associando-se ao Programa ESPON, e debateu como a memória e a identidade podem fortalecer a resiliência dos territórios face a crises globais.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Municipio de Arganil (06/10/2026)