A autarquia reafirma o seu compromisso com a transição energética e reconhece as alterações substanciais, como a retirada da central do concelho e a eliminação da sobreposição com o futuro Regadio Gardunha Sul. No entanto, estas mudanças não eliminam os impactes da infraestrutura de ligação nem os condicionamentos associados, impedindo uma pronúncia favorável.
A reformulação eliminou os painéis no concelho do Fundão (391 hectares de área vedada e 80,67 hectares de painéis), salvaguardando os 222 hectares do Regadio Gardunha Sul. Foi também eliminada a circulação de linhas aéreas de média tensão entre setores.
A incidência do projeto no concelho passa agora a focar-se exclusivamente no traçado da LMAT de 400 kV e na sua ligação à subestação do Fundão. A autarquia considera que o corredor da linha, quer a opção Norte (21,73 km) quer a Sul (20,91 km), continua a acarretar impactos assinaláveis.
Entre os impactos negativos apontados estão a intersecção com a Reserva Agrícola Nacional (RAN), espaços agrícolas de produção Tipo I do PDM e blocos de Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira. A faixa de servidão de 45 metros imporá condicionamentos à arborização, edificado, circulação de maquinaria agrícola e desenvolvimento de explorações.
O município exige que a decisão de Avaliação de Impacte Ambiental contemple uma avaliação integrada das alternativas de traçado, a garantia de compatibilidade com o PDM do Fundão e infraestruturas de regadio, cartografia georreferenciada exata das servidões, informação clara e compensação justa aos proprietários afetados, e medidas de minimização contínua para a avifauna, ruídos e campos eletromagnéticos.




