Póvoa de Lanhoso acolhe congresso sobre Maria da Fonte e Camilo com Alto Patrocínio do Presidente da República

Evento de 3 a 4 de dezembro de 2026 revisita a revolução histórica, a literatura e os valores de cidadania.

Imagem genérica de uma fachada de edifício histórico português com azulejos e varandas, sob luz solar de fim de tarde.
IA

Imagem genérica de uma fachada de edifício histórico português com azulejos e varandas, sob luz solar de fim de tarde.

A Póvoa de Lanhoso será palco, de 2 a 4 de dezembro de 2026, do congresso “Maria da Fonte e Camilo — (Re)leituras simbólicas de uma revolução”, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.

O evento, que visa refletir sobre a história e o património cultural português, ganha especial relevo institucional com a distinção concedida pelo Presidente da República, consagrando a sua dimensão nacional, histórica e científica.
A Revolução da Maria da Fonte, ocorrida em 1846 e iniciada na Póvoa de Lanhoso, foi um marco na História de Portugal, liderada por mulheres que lutaram por dignidade e justiça. A figura histórica foi posteriormente imortalizada no romance A Maria da Fonte, de Camilo Castelo Branco, publicado em 1885.
Após um período de menor visibilidade, a figura de Maria da Fonte foi recuperada após 1974, transformando a Póvoa de Lanhoso num "território de memória, de liberdade e de cultura". O congresso propõe uma revisitação aos significados sociais, políticos e educativos deste legado.
O congresso adotará um formato híbrido (presencial e online) e estará estruturado em três eixos fundamentais: Histórico, com a reinterpretação dos factos e do papel das mulheres; Literário, analisando a obra de Camilo Castelo Branco; e Educação, focando a abordagem de Maria da Fonte nos programas curriculares e na transmissão de valores de cidadania e igualdade.
Trinta anos após um congresso marcante sobre a revolta, a Póvoa de Lanhoso volta a promover o debate. O evento conta com a colaboração do Centro Interpretativo Maria da Fonte, do Instituto de Educação da Universidade do Minho e do Centro de Estudos Camilianos.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Camara Municipal da Povoa de Lanhoso (28/10/2026)