O encontro despertou grande interesse pela sua pertinência na salvaguarda dos acervos, numa perspetiva de prevenção e planeamento, reunindo membros da Rede de Museus do Baixo Alentejo e outras instituições.
O painel da manhã, "Salvaguarda e proteção da memória e identidade", contou com a participação do antropólogo Carlos Pedro, com a comunicação "Um mundo rural sem rurais: algumas questões acerca do Património Rural", e do investigador Florência Cacete, com "Do risco físico ao risco digital: desafios da transição digital na salvaguarda e gestão do património museológico rural/local". Foram abordados temas como o mundo rural, os museus ligados à ruralidade e os desafios da transição digital para o património imaterial.
Na parte da tarde, o painel "A prevenção de riscos em museus como proteger os acervos" apresentou o caso de Alcácer do Sal, com a comunicação "Entre a água e a memória: as cheias em Alcácer do Sal e o impacto no Património Arqueológico", por Rita Balona. Diana Carvalho, da Rede Portuguesa de Museus, e Mário Ferreira, Sub-Chefe do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, apresentaram "capacitar para proteger: do diagnóstico à salvaguarda", destacando a importância da formação e de planos de gestão de riscos para a preservação dos acervos.
O debate suscitou questões sobre a importância do diagnóstico territorial, do conhecimento do edificado e dos acervos, os desafios ambientais e das alterações climáticas, bem como as mudanças sociais e os avanços tecnológicos. O Encontro foi um momento significativo de partilha e troca de ideias, fortalecendo o conhecimento e o trabalho em rede.




