Profissionais de saúde debatem controlo de infeção no congresso IACS 2026

Médicos, farmacêuticos e enfermeiros reuniram-se no Europarque para discutir competências e compromissos na prevenção de infeções associadas aos cuidados de saúde.

Imagem genérica de profissionais de saúde em reunião num centro de congressos.
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Imagem genérica de profissionais de saúde em reunião num centro de congressos.

Médicos, farmacêuticos e enfermeiros reuniram-se no 8.º Congresso Internacional IACS 2026, realizado de 28 a 30 de outubro no Europarque, em Santa Maria da Feira, para discutir o papel das profissões de saúde na prevenção e controlo de infeções.

O painel "Competências em Controlo de Infeção: O Compromisso das Ordens Profissionais”, realizado a 29 de outubro, abordou a aplicação consistente das medidas essenciais para prevenir infeções associadas aos cuidados de saúde. O evento foi organizado pela Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa (ESSNorteCVP) e pela Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga.
Félix Carvalho, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos, defendeu que a competência em prevenção de infeções se demonstra no desempenho e mede-se na redução do risco para o doente. Sugeriu que a formação contínua seja avaliada pela aplicação prática, com auditorias e indicadores, e que as Ordens Profissionais reforcem a liderança técnica e científica.
No combate à resistência aos antimicrobianos, uma ameaça global, o farmacêutico assume um papel essencial nos programas de stewardship antimicrobiano, na seleção e otimização de medicamentos e na monitorização da sua utilização.
Os compromissos futuros para a Ordem dos Farmacêuticos incluem o reforço da formação em uso responsável de antimicrobianos, vacinação e resistência antimicrobiana, a produção de orientações técnico-científicas e iniciativas conjuntas com outras Ordens na área da segurança do doente. Félix Carvalho alertou ainda que a inteligência artificial transformará o controlo de infeção, mas não substituirá o julgamento clínico, sendo crucial formar profissionais capazes de questionar, validar e utilizar a tecnologia de forma ética.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Ordem dos Farmacêuticos (02/11/2026)