O evento, promovido pelo CHAM Açores – Centro de Humanidades em parceria com a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, decorreu em Ponta Delgada e dedicou dois dias ao debate das diferentes dimensões da autonomia regional. A sessão solene de abertura contou com a presença da reitora da UAc, Susana Mira Leal, da diretora do CHAM Açores, Susana Serpa Silva, e do presidente da Assembleia Legislativa, Luís Garcia.
O antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou com um testemunho pessoal, salientando a importância estratégica dos Açores e a sua centralidade atlântica como um trunfo a ser aproveitado.
Susana Mira Leal destacou o paralelismo entre a existência da Universidade dos Açores e o regime autonómico, ambos a celebrar cinco décadas. A reitora sublinhou o papel da instituição nas transformações regionais, na qualificação dos açorianos, na valorização do património e na projeção dos Açores a nível nacional e internacional.
O programa científico incluiu quatro painéis sobre as dimensões jurídica, histórica, política, económica, cultural e social da autonomia. No segundo dia, Susana Mira Leal apresentou a comunicação “Conhecer, interpretar e antecipar – A razão de uma Universidade nos Açores”, aprofundando a relação entre a academia e o exercício da autonomia regional.
A reitora defendeu que o contributo da Universidade se reflete na capacidade da Região para decidir de forma informada e fundamentada, afirmando: “A Universidade não decide em nome da Região. Contribui para que a Região possa decidir melhor sobre si própria”. Para o futuro, identificou desafios como o envelhecimento populacional, a diversificação económica e a transição digital, realçando a importância do conhecimento científico e da colaboração entre a Universidade, empresas e sociedade civil.
O colóquio terminou com intervenções do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, e do presidente da Assembleia Legislativa, Luís Garcia, reforçando a ideia de que “Uma autonomia madura exige conhecimento. Exige pensamento crítico. Exige capacidade para compreender a realidade, interpretar a sua complexidade e preparar o futuro”.




