Montenegro no Parlamento Europeu: Coesão e competitividade são essenciais para a Europa

O Primeiro-Ministro defendeu um Quadro Financeiro Plurianual que priorize a convergência e a competitividade, sem comprometer políticas essenciais.

Imagem genérica de uma bandeira portuguesa a abanar ao vento em frente ao Parlamento Europeu.
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Imagem genérica de uma bandeira portuguesa a abanar ao vento em frente ao Parlamento Europeu.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, discursou no Parlamento Europeu em Estrasburgo, defendendo que a competitividade europeia só é possível com coesão e vice-versa, no âmbito do debate sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual.

No Parlamento Europeu, Luís Montenegro sublinhou a importância de um Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para 2028-2034 que continue a promover a convergência e a competitividade na União Europeia. O chefe do Governo português defende que o orçamento comunitário deve financiar novas prioridades políticas sem sacrificar áreas cruciais para o desenvolvimento dos Estados-Membros e regiões.
Durante a sua intervenção na reunião plenária, em Estrasburgo, Montenegro apelou a um orçamento que "acrescente valor à vida dos cidadãos" e seja visível em todo o território europeu. "Não há competitividade europeia sem coesão, nem coesão europeia sem competitividade", afirmou, afastando a ideia do QFP como um "concurso de pedinchices" e vendo-o como uma "oportunidade de aprofundar um projeto social e económico" baseado na inovação e solidariedade.
Participando na série de debates "This is Europe", inaugurada pela Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, o Primeiro-Ministro português considerou o debate sobre o próximo QFP "decisivo" para a "ambição política" da Europa. Montenegro salientou a posição de Portugal, que contribui para o orçamento comum com uma percentagem do seu PIB superior à dos países "frugais", defendendo a necessidade de um orçamento ambicioso.
Assinalando os 40 anos da adesão de Portugal à UE, Luís Montenegro destacou a política de coesão e a Política Agrícola Comum (PAC) como "as maiores histórias de sucesso" para o país, inerentes ao mercado interno e fontes de prosperidade. Evocou o contexto geopolítico para defender a importância das regiões ultraperiféricas, como os Açores e a Madeira, como "garantia de profundidade e de autonomia estratégica".
O Primeiro-Ministro apresentou Portugal como um país que "valoriza o seu capital humano" e "o valor do trabalho", vendo no reforço da competitividade e na criação de riqueza os meios para defender o modelo social e garantir igualdade de oportunidades, especialmente face às "convulsões geopolíticas".
Abordando desafios como a crise energética, Montenegro defendeu uma resposta europeia coordenada, criticando o "masoquismo coletivo" que prejudica os Estados-Membros. Sobre a habitação, considerou-a uma "prioridade política" e defendeu uma resposta europeia complementar, respeitando competências nacionais, através da simplificação de procedimentos e mobilização de financiamento.
Relativamente às migrações, Luís Montenegro mencionou o aumento de estrangeiros em Portugal e a "reforma estrutural" das leis de imigração, afirmando que o país conjuga "controlo responsável com integração humanista". Portugal defende para a Europa uma linha de "regulação e humanismo" que equilibre coesão interna, necessidades económicas e proteção de fronteiras.
O Primeiro-Ministro partilhou o quadro de estabilidade política, económica e social de Portugal, com indicadores positivos como o aumento do rendimento líquido real, criação de emprego, redução da pobreza e crescimento económico, sem aumento de impostos. "São evidências de que estamos no rumo certo", concluiu, visando resolver problemas estruturais e imediatos dos portugueses e de toda a Europa.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Governo de Portugal - Comunicação (06/10/2026)