O Município de Viseu deu mais um passo no desenvolvimento urbano equilibrado do concelho com a aprovação de um novo estudo urbanístico para as zonas do Fontelo, Gumirães e Rio de Loba. A proposta abrange uma área total de 36,1 hectares, privilegiando a construção de edifícios destinados à habitação, mas também articulando esta vertente com comércio, serviços, equipamentos de utilização pública, praças e espaços verdes.
O Presidente da Câmara, João Azevedo, destacou a importância da decisão para o desenvolvimento territorial e a capacidade de investimento, nomeadamente na área da habitação. "Estamos a organizar o território, a prepará-lo para o futuro", afirmou.
A intervenção será executada em duas fases: a primeira, prioritária, na zona sul com cerca de 14,7 hectares, e a segunda, na zona norte, com aproximadamente 20,9 hectares. O Vereador com o pelouro do Urbanismo, Miguel Pipa, avançou que a proposta visa "permitir e desbloquear solo urbano, e vamos colmatar também carências de infraestrutura, de acessos, que têm condicionado muito o nosso território".
Miguel Pipa lembrou que, neste mandato, já foram desbloqueados 73,5 hectares para investimento urbano através de quatro estudos, incluindo os aprovados anteriormente para as zonas de Repeses Centro, Viso Norte e Aguieira. O novo estudo estabelece um desenvolvimento urbano integrado, articulando habitação, comércio, serviços, equipamentos e espaços públicos.
No que diz respeito às acessibilidades, o estudo prevê a criação de uma nova via estruturante entre a antiga EN229 (Rua do Fontelo) e a Rua Fernando Pessoa, além de novas ligações entre arruamentos existentes, com o objetivo de melhorar a circulação e eliminar impasses na rede viária. Está também prevista uma rede de praças, largos, percursos pedonais e espaços verdes, incluindo uma faixa arborizada que assegura a continuidade paisagística com a Mata do Fontelo.




