As obras vencedoras das diversas edições da Bienal de Pintura do Eixo Atlântico estão agora em exposição permanente nos Antigos Paços do Concelho, em Viana do Castelo. A iniciativa reforça o papel da cidade na promoção da cultura e da cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza. A exposição poderá ser visitada às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, das 10h00 às 18h00, no 1º piso dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e atual Presidente do Eixo Atlântico, Luís Nobre, assegurou que esta exposição “é um recordar do passado e uma forma de projetarmos também o futuro”. Ficou decidido que, futuramente, o primeiro andar do futuro Centro de Interpretação do Eixo Atlântico, a ser instalado no edifício da antiga residência feminina de estudantes, na Avenida Conde Carreira, será o espaço expositivo definitivo das obras vencedoras da bienal.
Luís Nobre destacou a importância de Viana do Castelo acolher este acervo, dada a ligação histórica do Eixo com a cidade, onde ocorreu a reunião constituinte que o fundou. Considerou que “a arte é um fator de aproximação, união, de cooperação entre pessoas” e que a cultura e a arte podem e devem assumir esse papel.
Xoán Vázquez Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico, recordou que a associação nasceu em Viana do Castelo há 34 anos, com 16 municípios, contando atualmente com 42. A cultura foi a primeira via de união entre os territórios, seguida pelo desporto e turismo. A Bienal de Pintura foi criada para valorizar e promover os criadores da região.
O novo Centro de Interpretação do Eixo Atlântico, localizado no edifício da antiga residência feminina de estudantes, será reabilitado e contará com uma exposição permanente sobre a história do Eixo, conteúdos interativos, uma sala audiovisual e a exposição antológica da Bienal de Pintura. O edifício, na Avenida Conde Carreira, será adaptado com um design moderno, respeitando o ambiente urbano e paisagístico.
O centro incluirá também espaços exteriores abertos ao público: uma zona cultural para atividades ao ar livre, uma zona de degustação gastronómica com produtos da Galiza e do norte de Portugal, um espaço de eventos com palco e um jardim com plantas autóctones do noroeste da Península Ibérica.




