O evento reúne representantes e profissionais do setor do mar para debater a inovação na competitividade da fileira do pescado. Salvador Malheiro reconheceu o trabalho dos autarcas, agradecendo ao Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e sublinhou a importância de obter resultados práticos do bom desempenho do Governo e do setor nos últimos anos.
O governante afirmou que as empresas portuguesas do setor do pescado têm sabido estar à altura do desafio, com foco na exportação e segurança alimentar, contribuindo para a geração de riqueza e o sucesso da população. Como exemplo, mencionou a valorização da sardinha: entre maio e outubro de 2026, Portugal pescou menos 1.000 toneladas face ao mesmo período de 2025, mas faturou mais 20 milhões de euros, passando de 40 para 60 milhões de euros. "Não temos de pescar mais, temos de pescar melhor, de forma sustentável", frisou.
Luís Nobre considerou Viana do Castelo "uma comunidade com uma relação real e ampla com o mar e com a pesca" e apresentou a Agenda 20-30 da Economia do Mar do município. Esta agenda, desenvolvida em parceria com mais de 50 agentes locais, assenta em seis eixos fundamentais: um Centro Tecnológico Internacional das Energias Renováveis Offshore; Plataforma Integrada de Desenvolvimento Sustentável e de Aceleração da Inovação Azul no Porto Marítimo; Alavanca da Re-industrialização Azul (construção, reparação e conversão naval); Destino de excelência de experiências náuticas sustentáveis; Maternidade de vida marinha com Aquacultura e Pesca Sustentáveis; e Rede de promotores da Economia do Mar. Foi ainda incorporado um sétimo eixo: a Base / Ponto de Apoio Naval da Marinha em Viana do Castelo.
O keynote speaker, Miguel Marques, da Skipper & Wool, destacou a fileira como "uma fileira a que Portugal deve dar todo o respeito, uma fileira que nos alimenta há 900 anos, que nunca vergou, nem com COVID nem com guerras".
A edição de 2026 da Expo Fish Portugal, subordinada ao tema "Do Mar ao Mercado: Inovação como alavanca de competitividade", aborda o impacto da inovação em toda a cadeia de valor do pescado. A manhã contou ainda com a mesa redonda "Da investigação ao mercado: como acelerar a inovação na fileira do pescado em Portugal?", com a participação de Maria Ana Martins (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), Frederico Ferreira (Fórum Oceano), Diana Viegas (INESC-TEC.OCEAN), Manuel Tarré (Associação Nacional da Indústria pelo Frio e Comércio de Produtos Alimentares) e José Calheiros (Associação Portuguesa de Aquacultores).




