A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) lançou em Setúbal um ciclo de debates para concertar soluções que moldam o futuro da região, com o objetivo de assegurar a execução atempada e eficaz dos próximos fundos europeus. A sessão, realizada na Casa da Baía, contou com a presença de autarcas, empresas, instituições de ensino superior, comunidade científica e entidades públicas e associativas.
Na abertura, a Presidente da CCDR LVT, Teresa Almeida, sublinhou a importância da participação regional ativa na discussão das propostas europeias. "É nas regiões que se asseguram as grandes transformações e se decide a competitividade", afirmou.
O diagnóstico apresentado para a Península de Setúbal revela a urgência de acelerar a convergência económica. Em 2024, o PIB per capita em paridade de poder de compra situou-se em 55% da média da União Europeia, e em 2025, o desemprego jovem atingiu os 23,2%. Teresa Almeida destacou que "estes números dão-nos razões concretas para investir na modernização produtiva e nas qualificações, em áreas emergentes no quadro de inovação assumido".
Esta iniciativa da CCDR LVT dá continuidade ao trabalho de preparação estratégica, focando-se em "agendas mobilizadoras dentro do desafio e da estratégia de reindustrialização", integradas em sistemas urbanos, redes funcionais e qualificação de recursos humanos. A entidade visa identificar oportunidades de investimento, reforçar parcerias entre empresas e instituições de conhecimento e superar obstáculos à preparação e execução de projetos, com o intuito de "reforçar as prioridades de investimento com mais projetos âncora antes de 2028", como sintetizou Teresa Almeida.
A Presidente realçou as capacidades industriais, portuárias e científicas do território, assim como a sua ligação ao mar, como pilares desta transformação. A medição do impacto do novo aeroporto, das ligações ferroviárias e das travessias do Tejo requer também ordenamento do território. O novo PROT de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo (PROT LOVT), que substituirá o PROT AML de 2002, é considerado um imperativo.
Esta construção coletiva assenta em dois instrumentos futuros: o PROT LOVT e o PPNR (Plano de Parceria Nacional e Regional). Estes planos darão sustentação ao planeamento, organização, financiamento e execução, promovendo o desenvolvimento regional e a afirmação internacional dos territórios. O ciclo de debates prossegue com sessões dedicadas à Área Metropolitana de Lisboa e ao Oeste e Vale do Tejo.




