A ciência saiu dos laboratórios da UNIPS para um encontro com a comunidade na Casa da Baía, em Setúbal, durante a Noite Europeia de Investigadores (NEI), realizada na sexta-feira, dia 25. A iniciativa, que decorreu sob o mote “Conhecer o território, transformar o futuro”, contou com cerca de 30 docentes e investigadores/as da universidade.
Organizada pela UNIPS pelo quinto ano consecutivo e com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal (CMS), a NEI apresentou projetos em áreas como tecnologias, ambiente, sustentabilidade, património, robótica e empreendedorismo, de forma prática e acessível a públicos de todas as idades.
A reitora da UNIPS, Ângela Lemos, destacou que o objetivo é “trazer à população toda a investigação que fazemos, numa linguagem que seja adequada e percetível por qualquer cidadão”, sublinhando que “a ciência não deve estar restrita aos investigadores e ao Ensino Superior” e que deve estar “ao serviço da população”.
Entre as atividades, o público pôde explorar o subsolo com resistividade elétrica, conhecer prototipagem robótica com Arduino, pensar o futuro do território em três minutos, descobrir soluções inovadoras para a valorização da lã no projeto CIRCULATE, explorar ecossistemas aquáticos costeiros com o projeto Modsala e transformar dados de georadar em música na atividade “Músicas da Subsuperfície”.
O património foi explorado através de atividades do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, e a inovação e empreendedorismo foram apresentados através de projetos da incubadora de ideias de negócio da UNIPS.
Carlos Cunha, diretor do Departamento Municipal de Educação e Bibliotecas da CMS, reforçou a parceria do município, enquanto Cidade Educadora, com a iniciativa, destacando a importância de “generalizar o acesso à educação e dar a conhecer à população todas as iniciativas de investigação”.
A UNIPS é um “parceiro muito importante para a nossa cidade”, garantiu Cunha, assegurando o apoio contínuo da Câmara Municipal de Setúbal à NEI.
A iniciativa contou ainda com a parceria das universidades politécnicas de Beja e Portalegre, e respetivos municípios, que dinamizaram programas próprios, reforçando a dimensão regional da NEI.




