A obra fotográfica 'Memórias Intensivas – um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia', da médica neurorradiologista e fotógrafa Clara Ramalhão, será apresentada no Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, no Porto, no dia 29 de setembro, pelas 21h00. O livro, que capta momentos vividos no Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano durante a pandemia de Covid-19, parte de um olhar humanista e emocional.
A sessão contará com a intervenção inicial do Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, José Torres Costa, e participações de Manuel Sobrinho Simões, autor do prefácio, e do jornalista Carlos Magno. A entrada é livre.
Clara Ramalhão descreve a obra como uma reflexão humanista sobre a pandemia, utilizando a fotografia para preservar memórias e emoções vividas nos cuidados intensivos, constituindo um importante testemunho histórico. Manuel Sobrinho Simões elogia a obra como um 'tour-de-force' de vocação e dedicação, destacando a sensibilidade e ética da autora, que conseguiu 'o casamento da ternura com a arte'.
Carlos Magno realça a sensibilidade de Ramalhão como médica e fotógrafa, considerando a publicação um 'testemunho de um período em que a vida e a morte foram registadas pela objetiva de uma profissional duplamente comprometida com a dimensão humana da vida em risco'. O jornalista refere que este é 'a primeira publicação pós-pandemia que regista o período COVID-19' nestes termos.
A autora, que nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, é médica neurorradiologista no Hospital Pedro Hispano e fotógrafa desde 1997. Em 2025, foi galardoada com o Prémio Internacional Enrico Caruso. Desde 2009, lidera projetos de intervenção humanitária em saúde em Moçambique e fundou a MAssALA – Associação de Médicos no Abraço a Moçambique.




