Investigadoras da U.Porto premiadas em Ciências da Comunicação
Teses de doutoramento de Sara Monteiro Machado e Susana Ferrador destacadas na 4.ª edição do Prémio Paquete de Oliveira.
Por Inês Almeida Vieira
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Imagem genérica de uma pilha de livros académicos com a fachada de um edifício universitário português desfocada ao fundo, luz natural suave, estilo documental.
Duas investigadoras do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), Sara Monteiro Machado e Susana Ferrador, foram distinguidas com menções de destaque na 4.ª edição do Prémio Paquete de Oliveira.
O galardão, promovido pela Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), reconhece teses de doutoramento de referência na área das Ciências da Comunicação. A edição deste ano distinguiu três teses de doutoramento defendidas entre 2023 e 2025, de entre 17 candidaturas.
A tese de Susana Ferrador, intitulada Ciberjornalismo de proximidade: mapeamento e análise dos media online transmontanos, defendida a 25 de novembro de 2025 na FLUP, focou-se no estudo do jornalismo de proximidade na região de Trás-os-Montes. O trabalho analisou os meios de comunicação social digitais que operam no território, as condições de produção, os desafios dos profissionais e o papel destes na informação das populações e na vida das comunidades locais.
Susana Ferrador considera o reconhecimento "um incentivo para prosseguir o estudo do jornalismo de proximidade, particularmente nos territórios de baixa densidade populacional". A investigadora, que tem experiência profissional como jornalista, sublinha os "desafios muito próprios" de exercer a profissão fora dos grandes centros urbanos, acrescentando que "há ainda muito por investigar nesta área" e que espera "continuar a contribuir para esse conhecimento", valorizando o trabalho dos profissionais que garantem informação às populações.
A tese de Sara Monteiro Machado, defendida em janeiro de 2025 na FLUP, abordou "A relação entre o uso de redes sociais e a participação eleitoral dos jovens portugueses". A investigação procurou perceber se as redes sociais "convertem jovens politicamente alienados" ou se são os jovens com perfil político prévio a usá-las politicamente.
Os resultados, baseados num inquérito nacional a 600 jovens entre os 18 e os 29 anos, indicam que são sobretudo os jovens com orientações e motivações políticas prévias que fazem um uso político das redes sociais.
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"Há ainda muito por investigar nesta área e espero continuar a contribuir para esse conhecimento. Estudar o jornalismo de proximidade é também valorizar o trabalho dos profissionais que, todos os dias, garantem informação às populações."
Os resultados da investigação [...] apontam para um maior peso deste segundo fenómeno, mostrando que são sobretudo os jovens com orientações e motivações políticas prévias que fazem um uso político das redes sociais.