A distinção reconhece o trabalho de Barros na área da reabilitação do património construído, com foco na revitalização de territórios rurais afetados pela desertificação. A sua abordagem envolve o envolvimento das comunidades locais e a utilização de materiais e técnicas de construção tradicionais.
Com atividade profissional desenvolvida sobretudo no norte de Portugal, o arquiteto tem trabalhado na recuperação de edifícios abandonados ou em ruínas. Paralelamente, promove investigação e iniciativas culturais e comunitárias para a preservação e transmissão de conhecimentos tradicionais associados à paisagem e aos materiais locais.
A colaboração com mestres artesãos locais é outro aspeto destacado, procurando contribuir para a preservação e transmissão de saberes associados aos ofícios tradicionais da construção. Esta dimensão articula-se com a sua investigação enquanto investigador do Centro de Estudos Nuno Portas (CENP/FAUP).
Entre os projetos referidos pela organização está a reabilitação do Mosteiro de São João de Cabanas, em Afife, Viana do Castelo, adaptado a unidade hoteleira, que recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura Espaço 2025. O seu percurso inclui ainda a recuperação da Quinta de Fundevila, em Cabeceiras de Basto, e intervenções em habitações rurais de Penacova, Morilhões e Santo Tirso, bem como edifícios monumentais e urbanos como a Igreja do Convento de Vila Cova de Alva.
A Fundação Hortensia Herrero, de Valência, foi também distinguida com a Medalha Richard H. Driehaus de Conservação do Património. Os prémios são promovidos pela Fundação Culturas Constructivas Tradicionais com o apoio de Richard H. Driehaus e a colaboração de várias entidades, incluindo a Ordem dos Arquitetos de Portugal.
Fernando Cerqueira Barros, natural de Arcos de Valdevez (1986), concluiu o Mestrado em Arquitetura na FAUP em 2011. Atualmente, frequenta o Doutoramento na FAUP, investigando o "Património Arquitetónico e Organização do Território Transfronteiriço nas Montanhas Galaico-Minhotas".




