A Ciência Aberta deve ser mais do que a simples partilha de dados e resultados científicos; deve assentar na ética, integridade e responsabilidade. Esta foi uma das ideias centrais das Jornadas de Ciência Aberta da U.Porto 2026, realizadas a 21 de outubro no Edifício Abel Salazar, sob o lema “Por uma Investigação Transparente e Responsável”.
A Vice-Reitora para a Investigação e Valorização do Conhecimento, Ana Paula Pêgo, salientou que “não faz sentido partilhar só por partilhar”, enfatizando a importância de produzir ciência “com consciência ética” e “consciência de integridade”. Na abertura da segunda edição das Jornadas, destacou o aumento da participação e defendeu uma ciência “mais democrática”, mais aberta à sociedade e capaz de responder aos desafios atuais.
O Vice-Reitor para as Infraestruturas Digitais e Transformação Digital, Alípio Jorge, foi mais longe ao afirmar que “a ciência, para ser ciência, deve ser aberta”. Sublinhou que, embora as ferramentas digitais tenham ampliado a partilha e a colaboração, surgiram novos desafios. “As soluções não são tecnológicas, são soluções da comunidade científica, da sociedade, com ética, com a aplicação rigorosa do método científico”, explicou.
Durante o dia, as Jornadas abordaram temas como a ética, a integridade e o compliance na investigação, as práticas de Ciência Aberta em projetos científicos e os desafios da Inteligência Artificial. A iniciativa foi organizada pelo GDI da UPdigital e pelo Serviço de Investigação e Projetos (SIP) da U.Porto.




