O documento, destinado a estudantes, docentes, investigadores e trabalhadores técnico-administrativos, reconhece o potencial destas tecnologias para apoiar a aprendizagem, a investigação e a eficiência dos serviços, mas salienta a importância da transparência, do rigor e da responsabilidade. Entre os princípios definidos estão a proteção da privacidade, a prevenção de enviesamentos e a preservação do pensamento crítico, alertando para a possibilidade de os sistemas de IAG produzirem informações incorretas e reforçando a necessidade de verificar os resultados.
No ensino, cada unidade curricular poderá definir as condições de utilização da IAG, desde o uso livre à proibição total, de acordo com os objetivos pedagógicos. Destaca-se também a importância de diversificar os métodos de avaliação, valorizando o processo de aprendizagem e a autenticidade do trabalho académico. Na investigação científica, os sistemas de Inteligência Artificial não podem ser considerados autores ou coautores de publicações, cabendo a responsabilidade aos investigadores, que devem verificar os conteúdos e declarar a sua utilização de forma transparente.
As recomendações alertam para os riscos de introduzir dados pessoais, informação confidencial ou resultados de investigação não publicados em plataformas abertas, incentivando a utilização de soluções institucionais seguras e alinhadas com o RGPD. Nos serviços administrativos, a IAG poderá apoiar tarefas como a elaboração de sínteses, tradução e pesquisa documental, mas decisões que afetem direitos individuais devem permanecer sob decisão humana.
O documento prevê ainda ações de formação para a comunidade académica, mecanismos de monitorização e partilha de boas práticas. Com estas orientações, a ULisboa pretende promover uma integração responsável da Inteligência Artificial Generativa no ensino superior, conciliando as oportunidades tecnológicas com a responsabilidade humana e a integridade académica e científica.




