Santa Casa destaca proximidade no Fórum Saúde 2026 em Lisboa

Instituição apresentou a sua rede de respostas integradas e projetos como o RADAR e SOL.

Imagem de um estetoscópio sobre uma fachada de edifício português com azulejos.
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Imagem de um estetoscópio sobre uma fachada de edifício português com azulejos.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa apresentou a sua experiência em proximidade e intervenção integrada nas áreas social e da saúde no Fórum Saúde 2026, que decorreu em Lisboa a 8 de outubro.

O Fórum Saúde 2026, realizado no Auditório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, centrou-se na necessidade de aproximar as respostas de saúde e ação social às populações. O encontro reuniu representantes de diversos setores para debater o papel dos territórios na promoção da saúde e combate às desigualdades.
O Provedor da Santa Casa, Paulo Sousa, participou no painel “A prática das estratégias locais de saúde: Lisboa”, defendendo que a saúde deve ser entendida para além das respostas hospitalares e de centros de saúde. "Onde se decide, de facto, a saúde das pessoas? Não apenas no hospital ou no centro de saúde. Também na casa, na rua, no bairro, e na rede de apoio de cada pessoa", afirmou.
Paulo Sousa sublinhou a importância de uma abordagem integrada, assente na proximidade, articulação entre respostas e governação partilhada. "Por Estado Social Local entendemos proximidade, integração e governação partilhada. Nenhuma entidade resolve sozinha", defendeu.
A experiência da Santa Casa em Lisboa foi apresentada como exemplo de integração, com intervenção simultânea nas áreas social e da saúde. A instituição dispõe de uma rede de respostas que acompanha diferentes fases da vida, desde a infância à velhice, abrangendo áreas como a deficiência, família e comunidade, pessoas em situação de sem abrigo e cuidados de saúde.
As quatro unidades de proximidade da Santa Casa, que abrangem as 24 freguesias de Lisboa, articulam o atendimento social com apoio domiciliário. "Não esperamos que as pessoas venham até nós. Estamos nos locais, perto de casa", frisou o Provedor.
Foi apresentado o projeto RADAR, desenvolvido em 2019 e presente nas 24 freguesias de Lisboa, que visa identificar, registar, avaliar, encaminhar e acompanhar pessoas com 65 ou mais anos, através de uma rede comunitária e plataforma comum.
A Santa Casa assegura também respostas de proximidade, cuidados especializados, hospitalares, continuados e domiciliários. Em 2025, a sua rede de saúde contabilizou cerca de 60 mil utentes inscritos, mais de 260 mil consultas e 18 unidades de saúde, com mais de 1.400 profissionais.
O projeto SOL, Saúde Oral em Lisboa, que desde 2019 assegura cuidados de saúde oral gratuitos a crianças e jovens até aos 18 anos residentes em Lisboa, atingiu em março de 2026 as 200 mil consultas, sendo destacado pela sua universalidade, prevenção e complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde.
A saúde mental e a intervenção comunitária foram também abordadas, com referência à Unidade W+ e à articulação entre profissionais de saúde e da área social.
Paulo Sousa apresentou cinco princípios para a construção do Estado Social Local: conhecer antes de responder, trabalhar em rede, integrar saúde e ação social, garantir proximidade e assegurar sustentabilidade. Propôs ainda a criação de ciclos comuns de planeamento, partilha de dados e modelos de financiamento orientados para resultados.
O Fórum Saúde 2026 incluiu ainda apresentações sobre a municipalização da saúde e projetos de proximidade em Lisboa. A sessão de encerramento contou com a intervenção da vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Ana Simões Silva.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (08/10/2026)