Paulo Ferrão copresidente do Painel Diretor para a Energia do EASAC

Docente do Instituto Superior Técnico assume nova liderança em organismo científico que aconselha decisores políticos europeus.

Imagem genérica de um microfone num pódio em frente a um edifício institucional.
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Imagem genérica de um microfone num pódio em frente a um edifício institucional.

Paulo Ferrão, docente do Instituto Superior Técnico e presidente do IN+, foi nomeado copresidente do Painel Diretor para a Energia do European Academies Science Advisory Council (EASAC), organismo que fornece aconselhamento científico independente aos decisores políticos europeus.

O docente do Instituto Superior Técnico (IST), Universidade de Lisboa, e presidente do Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento (IN+), Paulo Ferrão, assume agora também a copresidência do Painel Diretor para a Energia do European Academies Science Advisory Council (EASAC). Este organismo presta aconselhamento científico independente aos decisores políticos, com o objetivo de garantir que as políticas e decisões das instituições europeias se baseiam na melhor evidência científica disponível.
Nomeado pela Academia das Ciências de Lisboa para integrar este Painel Diretor em 2024, Paulo Ferrão sucede a Neven Duić, da Croácia, e Hanna-Leena Pesonen, da Finlândia, anteriores copresidentes, juntamente com Paula Kivimaa do Conselho de Academias Finlandesas.
O Painel Diretor para a Energia da EASAC acompanha os principais desenvolvimentos científicos, tecnológicos e de política pública na área da energia, identificando temas prioritários e aconselhando os restantes órgãos do EASAC sobre estudos e iniciativas a desenvolver. O seu impacto é sentido a nível europeu, informando as políticas e o debate nas instituições da União Europeia, e a nível nacional, através das academias constituintes do EASAC e da interação com os respetivos decisores.
Entre os temas centrais para o seu mandato, Paulo Ferrão destaca o contributo da eletrificação para a transição energética. "A eletrificação dos transportes, dos edifícios e de parte crescente da indústria cria grandes oportunidades de descarbonização, mas também desafios importantes para as redes, o armazenamento, a flexibilidade e a segurança do abastecimento", explicou o docente do Técnico. Outro tema considerado "central" é a compatibilização entre descarbonização, segurança energética, custos da energia e competitividade da indústria europeia.
"A Europa está a realizar esta transição num contexto internacional complexo, de crescente competição tecnológica e industrial e de dependências externas – é, por isso, essencial analisar o sistema energético de forma integrada e perceber como a transição pode contribuir não só para os objetivos climáticos, mas também para uma economia europeia mais competitiva e resiliente", esclareceu Ferrão.
Neste contexto, Paulo Ferrão defende a relevância do Técnico na área da energia, dada a diversidade e qualidade das suas competências, que abrangem desde sistemas de energia e redes elétricas à mobilidade, indústria, edifícios, ambiente e políticas públicas. A Escola tem a capacidade de combinar ciência e engenharia de excelência com a compreensão dos impactos económicos, ambientais e sociais das soluções desenvolvidas. Ferrão elenca três funções fundamentais para a Escola: "produzir conhecimento e desenvolver soluções, formar as pessoas que irão liderar a transição energética e contribuir para que essas soluções sejam demonstradas e cheguem efetivamente à sociedade".
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Instituto Superior Técnico (ULisboa) (07/10/2026)