A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) prepara-se para a inauguração do seu Novo Edifício, um marco que promete redefinir a experiência académica. Em conversa com Laura Prezzi e Diana Levy, estudantes e representantes da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras (AEFLUL), emergem expectativas sobre o novo espaço e a sua importância simbólica e funcional.
O Novo Edifício, cujos detalhes podem ser consultados na página oficial da FLUL, acolhe notícias, testemunhos e particularidades sobre a construção. Diana Levy destaca que a obra surgiu não só da vontade da direção, mas também da escuta ativa de "várias gerações de estudantes que lutaram para que este espaço surgisse".
Recordando o antigo Pavilhão Novo (PN), Laura Prezzi menciona as boas recordações de veteranos e colegas, descrevendo-o como um "espaço de convívio". Contudo, foca-se no presente e futuro: "temos, agora, o espaço novo para criarmos as nossas próprias memórias". Diana Levy acrescenta que, embora as suas memórias sejam indiretas, a distância entre gerações cria nostalgia e um desejo de "viver o que eles viveram, mas aqui".
Em termos arquitetónicos e simbólicos, Laura Prezzi acredita que o Novo Edifício confere "uma nova imagem à Faculdade", permitindo "expressar o que realmente somos, enquanto comunidade" e "mostrar a nossa investigação". Diana Levy reforça que a construção valoriza o trabalho dos professores e a luta dos alunos por "espaços com boas condições", sublinhando que o edifício "vem mostrar que conseguimos ter condições para futuras gerações" e que "é um monumento histórico, que viu passar muitas gerações, e que é agora renovado para os estudantes presentes e os próximos."
Com capacidade para quase 1000 alunos em simultâneo e gabinetes para docentes nos pisos superiores, a proximidade geográfica é vista como um fator de aproximação entre estudantes e professores. Laura Prezzi acredita que facilitará "tirar dúvidas e pedir ajuda", e "compartilhar ideias, de crescermos juntos", permitindo que a relação aluno-professor "deixe de estar limitada apenas à sala de aula". Diana Levy concorda, prevendo maior "proximidade e a confiança" e facilitando a marcação de reuniões, além de garantir aos docentes "um espaço de trabalho que garanta as condições necessárias para o desenvolvimento de um ensino digno."
Laura Prezzi expressa a expectativa de que o novo espaço "possa trazer atividades do Edifício Principal para este, para que possamos aumentar a nossa capacidade de expressão", consolidando a identidade da faculdade. Diana Levy resume os benefícios como "mais espaço", "possibilidade de trazermos atividades" e a oportunidade de "criarmos novas memórias", concluindo que o edifício "traz cada vez mais melhorias para a nossa Faculdade."
Ambas as estudantes expressam emoção por fazerem parte da geração que "estreou este espaço". Laura Prezzi sente que está a "começar uma história que vai continuar por muitos anos", enquanto Diana Levy descreve a entrada nas novas salas como "outro mundo", realçando a importância de ouvir as gerações passadas e de ver as suas lutas concretizadas.
Esta entrevista faz parte de um conjunto de conversas sobre o Novo Edifício da Faculdade de Letras da ULisboa, publicadas no website da FLUL e nas suas redes sociais. A obra foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do projeto Impulso Adulto e Jovem STEAM.




