Health Parliament Portugal arranca com apelo à ação e inovação em saúde

A terceira edição do HPP na Universidade NOVA de Lisboa reúne 60 participantes para debater e propor soluções para os desafios da saúde em Portugal.

Imagem de um grupo diversificado de jovens profissionais a debater num ambiente colaborativo com elementos arquitetónicos portugueses.
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Imagem de um grupo diversificado de jovens profissionais a debater num ambiente colaborativo com elementos arquitetónicos portugueses.

A terceira edição do Health Parliament Portugal (HPP) iniciou-se na Universidade NOVA de Lisboa, com o reitor Paulo Pereira a defender a criação de soluções de saúde baseadas em conhecimento e diálogo.

A Universidade NOVA de Lisboa acolheu o arranque da terceira edição do Health Parliament Portugal (HPP), um evento que reuniu 60 participantes selecionados entre 759 candidaturas. Na sessão de abertura, o reitor Paulo Pereira apelou à construção de soluções para a saúde que se fundamentem no conhecimento, na evidência e no diálogo entre os diversos setores da sociedade.
Paulo Pereira enfatizou a importância de espaços que permitam a convergência de diferentes perspetivas para enfrentar desafios complexos, citando a saúde como um exemplo claro. "Os problemas complexos não se resolvem a partir de uma única instituição, de uma única profissão ou de uma única área do conhecimento", afirmou.
O reitor recordou o impacto das edições anteriores do programa, que resultaram em 110 recomendações, 17 das quais já implementadas, como a simplificação das juntas médicas e a criação da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica. "Talvez o legado mais interessante destas primeiras edições seja outro: demonstrar que participar pode ter consequências. Que o debate pode produzir conhecimento. Que o conhecimento pode informar decisões. E que algumas dessas decisões podem, efetivamente, transformar a realidade", declarou.
Pereira defendeu ainda o papel das universidades como centros de pensamento crítico e de aproximação entre ciência e sociedade. Alertou que, apesar da transformação profunda na área da saúde impulsionada pela inteligência artificial, medicina de precisão e dados, a tecnologia por si só não é suficiente. "O verdadeiro desafio está na capacidade de transformar conhecimento em decisão, decisão em ação e ação em melhores respostas para as pessoas", sublinhou.
Dirigindo-se aos participantes, apelou a que aproveitem os próximos seis meses para questionar, debater e testar ideias, valorizando a diversidade de percursos. "Uma boa ideia pode vir de onde não estávamos à espera", concluiu.
A sessão inaugural também elegeu João Paulo Magalhães, médico especialista em Saúde Pública, como presidente da terceira edição do HPP. Magalhães será o porta-voz da iniciativa e articulará as seis comissões temáticas com o Comité Executivo, que inclui representantes da Johnson & Johnson Innovative Medicine, da Microsoft e da Universidade NOVA de Lisboa, além do Expresso.
Os participantes iniciaram os trabalhos nas seis comissões temáticas: Acesso e Integração de Cuidados; Dados e Inteligência Artificial em Saúde; Inovação e Valor da Saúde; Oncologia; Prevenção e Diagnóstico; e Saúde Mental. Temas como desigualdades no acesso, uso da IA, diagnóstico precoce e saúde mental serão discutidos.
O plenário contou com intervenções de Francisco Pinheiro Catalão, secretário de Estado da Gestão da Saúde, e de Filipa Mota e Costa, diretora-geral da Johnson & Johnson Innovative Medicine Portugal, e membros do Conselho Consultivo.
O Health Parliament Portugal é promovido pela Johnson & Johnson Innovative Medicine, Expresso, Microsoft e Universidade NOVA de Lisboa, visando desenvolver propostas para os desafios da saúde em Portugal.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Universidade NOVA de Lisboa (25/09/2026)