Governo aprova redução do IRS para quase três milhões de famílias
Medida retroativa a janeiro de 2026 visa aumentar rendimento disponível e poder de compra, com foco na classe média.
Por Catarina Sameiro
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Imagem genérica de notas e moedas de Euro sobre um documento oficial com uma caneta, com as cores de Portugal ao fundo.
O Conselho de Ministros aprovou um Decreto-Lei que reduz as taxas de IRS aplicáveis aos primeiros seis escalões de rendimento, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026, visando aumentar o rendimento disponível das famílias.
O Governo aprovou esta quinta-feira um Decreto-Lei que reduz as taxas de IRS aplicáveis aos primeiros seis escalões de rendimento, com efeitos retroativos desde 1 de janeiro de 2026. Esta medida, que beneficia quase três milhões de famílias, vai diminuir o imposto sobre os rendimentos do trabalho e das pensões, permitindo aumentar o rendimento disponível dos portugueses.
“São mais 400 milhões de euros no bolso das pessoas”, afirmou o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no briefing do Conselho de Ministros. O Ministro recordou que esta é a sexta redução do IRS desde abril de 2024, “dando continuidade à estratégia de valorização do trabalho e de devolução às famílias dos resultados do crescimento económico e da gestão responsável das contas públicas”.
Esta medida, refere Leitão Amaro, é “um reforço do poder de compra das famílias, numa altura em que os portugueses sentem o agravamento do custo de vida, nomeadamente através dos preços dos combustíveis”. Segundo o governante, o benefício está sobretudo concentrado “nos rendimentos da classe média, embora os contribuintes com rendimentos superiores também possam beneficiar”, uma vez que estes incluem os escalões anteriores.
O Conselho de Ministros aprovou também o Decreto-Lei que regulamenta a nova Lei da Nacionalidade, concretizando os novos requisitos de atribuição e aquisição da nacionalidade portuguesa. São também feitas alterações que tornam os processos mais rápidos e vão reduzir os atrasos.
O diploma agora aprovado fixa os tempos de residência para acesso à nacionalidade, que passa a ser de sete anos de residência legal para os naturais dos PALOP e cidadãos da União Europeia e dez anos para nacionais dos restantes países. Para os nascidos em Portugal, filhos de estrangeiros, a nacionalidade originária depende de um dos progenitores ter pelo menos cinco anos de residência legal no momento do nascimento.
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"Os grandes pilares dessa reforma foram decididos na lei da nacionalidade, cabia agora aprovar a regulamentação para a sua aplicação plena e foi isso que fizemos, ao mesmo tempo procurando simplificar alguns aspetos de procedimento para ser menos burocrático", afirmou António Leitão Amaro."
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"Tornámos a concessão da cidadania portuguesa mais exigente da demonstração de uma ligação efetiva", salientou o ministro."
Com este diploma ficam também regulamentada as condições em que deverão ser realizadas as provas de conhecimento da língua, cultura, história e instituições portuguesas e definido o enquadramento do requisito de subsistência, bem como os termos em que deverá ser prestada a declaração de adesão aos princípios do Estado de direito democrático.
Foi também aprovado um Decreto-Lei que promove a reprogramação dos encargos financeiros associados à expansão da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa até Alcântara, no montante global de 405,4 milhões de euros, na sequência da retirada deste investimento do PRR.
Esta expansão reforça a transferência modal para o transporte coletivo e contribui para os compromissos nacionais e europeus de descarbonização da mobilidade. O financiamento é assegurado através de empréstimos do Metropolitano de Lisboa junto do Banco Europeu de Investimento e do programa Sustentável 2030 – Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade, garantindo a continuidade da obra sem impacto no Orçamento do Estado.
O Conselho de Ministros aprovou também uma resolução que autoriza a Força Aérea a adquirir um sistema radar móvel de longo alcance, num investimento máximo de 22,2 milhões de euros entre 2026 e 2028. Este equipamento reforça a capacidade de vigilância e identificação de ameaças no espaço aéreo nacional e fortalece a participação de Portugal no sistema integrado de defesa aérea e antimíssil da NATO.