FoodLink TAC: Transição Alimentar Circular arranca na Área Metropolitana de Lisboa

Projeto liderado pela CCDR LVT e cofinanciado pelo Lisboa 2030 visa aproximar produção e consumo, reduzir desperdício e valorizar resíduos alimentares.

Imagem genérica de elementos abstratos representando a economia circular alimentar, com um toque de arquitetura portuguesa.
IA

Imagem genérica de elementos abstratos representando a economia circular alimentar, com um toque de arquitetura portuguesa.

A CCDR LVT apresentou o FoodLink TAC, um projeto que une oito entidades para aplicar soluções de circularidade no sistema alimentar da Área Metropolitana de Lisboa, aproximando produção e consumo e reduzindo o desperdício.

O projeto FoodLink TAC – Transição Alimentar Circular, liderado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) e cofinanciado pelo Lisboa 2030, visa transformar o sistema alimentar metropolitano. Reunindo oito entidades, o projeto pretende aproximar a produção do consumo, reduzir o desperdício e valorizar os resíduos alimentares, levando para o terreno a Estratégia para a Transição Alimentar da AML.
A iniciativa parte da ideia de que a alimentação é uma questão de desenvolvimento regional, com impacto direto na organização do território. Cada parceiro desenvolverá ações como laboratórios de soluções, com o objetivo de partilhar, adaptar e replicar resultados noutros territórios da região. As metas incluem a promoção de cadeias alimentares mais curtas, o aumento da reutilização e reciclagem de resíduos alimentares, a sensibilização para práticas de circularidade e a produção de conhecimento para políticas públicas.
A CCDR LVT, como entidade líder, implementará uma campanha de comunicação sobre alimentação responsável, incentivando o consumo de produtos locais, e uma campanha de sensibilização para produtores agroalimentares. Promoverá também a criação de conhecimento sobre o sistema alimentar metropolitano sob o conceito de “One Health” e monitorizará as políticas alimentares.
“

"Aquilo de que estamos a falar não é apenas de alimentação. Estamos a falar da forma como produzimos, da forma como consumimos, da relação entre o espaço urbano e o espaço rural (…) e, em última análise, da forma como organizamos e planeamos o nosso território."

Teresa Almeida · Presidente da CCDR LVT
Teresa Almeida, Presidente da CCDR LVT, destacou na apresentação do projeto que este representa um passo decisivo para a rede FoodLink, passando da estratégia à concretização no território. Enfatizou a diversidade das entidades envolvidas como uma força do projeto, permitindo que soluções desenvolvidas num município possam inspirar outros, como Almada, Loures, Oeiras e Sintra.
Almeida realçou o papel dos fundos europeus como aceleradores da transformação territorial e desafiou os parceiros a criarem soluções de cooperação duradouras na Área Metropolitana de Lisboa.
O consórcio FoodLink TAC integra entidades regionais, metropolitanas, municipais e de freguesia: CCDR Lisboa e Vale do Tejo (líder), Área Metropolitana de Lisboa, Município de Almada, Município de Loures, Município de Oeiras, Município de Sintra, Cascais Ambiente e a Junta de Freguesia dos Olivais. A sessão contou ainda com intervenções de José Bernardo Nunes (Vice-Presidente da CCDR LVT) e Cristina Escórcio (Secretária Metropolitana da AML).
O FoodLink TAC é a etapa mais recente de um percurso iniciado em 2019 com a criação da FoodLink – Rede para a Transição Alimentar na Área Metropolitana de Lisboa. A rede, que junta entidades públicas e outros agentes do sistema alimentar metropolitano, definiu princípios e prioridades na Estratégia para a Transição Alimentar na AML (2022-2023). Com o FoodLink TAC, a rede passa da estratégia à execução, com a ambição de inspirar novos projetos e respostas em toda a região.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: CCDR LVT (14/10/2026)