As duas invenções foram desenvolvidas pela UPG e apresentadas por quatro investigadoras no evento anual do setor da biotecnologia e ciências da vida, que decorreu nos dias 23 e 24 de setembro no TagusPark. Os pensos "inteligentes", criados com a tecnologia "Colorwound", incorporam um sensor de pH numa película adesiva que muda de cor para indicar o estado da ferida e a evolução da cicatrização, auxiliando os profissionais de saúde no acompanhamento de feridas crónicas, que representam um desafio significativo devido ao risco de infeção e inflamação persistente.
A segunda patente, um gel para administração oral, utiliza biomassa de microalgas (como Chlorella sorokiniana) para adsorver fármacos no trato gastrointestinal, sendo adequado para o tratamento de intoxicações em seres humanos e animais. Esta formulação tem potencial aplicação nas áreas farmacêutica, médica e veterinária.
O Biomeet 2026, organizado pela P-BIO – Associação Portuguesa de Bioindústria, reuniu centenas de profissionais e investidores. Os projetos da UPG foram desenvolvidos pela Unidade de Investigação BRIDGES e pelo Gabinete de Transferência de Tecnologia e Valorização do Conhecimento.
Joaquim Brigas, reitor da UPG, destacou a importância destes encontros para "dar a conhecer o trabalho de investigação de excelência" e reforçar a ligação entre a academia e o tecido empresarial, considerando a inovação um pilar estratégico.
Sónia Miguel, coordenadora do projeto "Colorwound", explicou que o penso "inteligente" não só protege e trata, mas também monitoriza a ferida, indicando focos de infeção e a evolução da cicatrização através de mudanças de cor. O penso, originalmente vermelho, muda para rosa em caso de infeção (pH > 7) e gradualmente para amarelo à medida que a ferida cicatriza (pH < 7).
A participação da UPG no evento, inserida no projeto INOVC+, visou "reforçar a ligação entre investigação e inovação" e desenvolver soluções com impacto nas áreas da saúde e biotecnologia.




