“"Estamos na Guarda, mas em território do Porto de Leixões. Um porto competitivo não termina no cais, prolonga-se pelo território. O hinterland logístico de serviço do Porto de Leixões alargou contrariando as conhecidas dificuldades de expandir, por força da sua localização geográfica. E por isso só se pode expandir desta forma. Curioso que o Porto de Leixões, através dessa sua incapacidade geográfica de expansão local, possa ajudar e contribuir para esta coesão territorial."
Porto de Leixões estende-se até à Guarda com novo Porto Seco
Nova infraestrutura logística, promovida pela APDL, representa um investimento de mais de quatro milhões de euros e reforça a competitividade da região.
Por Rui Tavares Fonseca
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Imagem genérica de um centro logístico moderno com áreas pavimentadas e vias férreas, simbolizando a ligação entre a costa e o interior de Portugal.
O Porto Seco da Guarda, inaugurado esta sexta-feira, funcionará como uma extensão logística do Porto de Leixões, reforçando a capacidade e competitividade da região e fortalecendo o eixo em direção a Espanha e à Europa.
A nova infraestrutura, promovida pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, representa um investimento superior a quatro milhões de euros e visa criar uma verdadeira extensão interior do Porto de Leixões, fortalecendo o eixo logístico em direção a Vilar Formoso e Espanha, e por sua vez à Europa.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, do Presidente da APDL, João Pedro Neves, e do Presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves. O Porto Seco da Guarda permitirá ao Porto de Leixões estender a sua porta de entrada e saída para o interior do território.
Previsto na estratégia Portos 5+, o Porto Seco da Guarda desloca funções tradicionalmente concentradas no porto, apostando na intermodalidade entre a rodovia e a ferrovia. Esta aposta cumpre metas de descarbonização internacionais e fortalece a integração no Corredor Atlântico.
Com um investimento de 4 milhões de euros, a infraestrutura dispõe de cerca de 30 mil m² de área pavimentada e capacidade prevista para movimentar 47.040 TEU por ano. Possui ainda linhas ferroviárias preparadas para receber comboios de mercadorias até 750 metros.
A Guarda passa a funcionar como ponto de concentração e distribuição da carga ligada a Leixões, assumindo uma nova centralidade na logística nacional e reforçando a capacidade de penetração no mercado ibérico.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Governo de Portugal - Comunicação (23/10/2026)



