Instalado no terminal ferroviário de mercadorias, o Porto Seco representa um investimento de 4 milhões de euros da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL). O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, congratulou-se com a inauguração, salientando que a infraestrutura coloca a Guarda como "porta da Europa e perto do Atlântico". O autarca agradeceu aos governos anteriores, à APDL e à YILPORT, que assume a operação do Porto Seco.
Sérgio Costa assegurou que o equipamento não irá afetar a tranquilidade dos bairros residenciais limítrofes, graças a horários e corredores próprios para veículos pesados e às futuras variantes da Sequeira e dos Galegos. O autarca solicitou ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, a aprovação do concurso para as empreitadas das variantes e pediu estudos para o IC7.
O presidente da Câmara destacou ainda a importância do IC7 para o distrito e, em nome dos municípios da Guarda e do Sabugal, agradeceu a homologação do protocolo para a requalificação da EN233. Sérgio Costa considerou lógico que a cidade mais alta seja escolhida para acolher uma área de acolhimento empresarial estratégica.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR), Ribau Esteves, realçou a mais-valia do investimento para a coesão territorial e para a instalação de áreas empresariais.
O ministro Miguel Pinto Luz considerou o Porto Seco da Guarda uma peça importante no desenvolvimento do interior, conferindo à Guarda um papel crucial no corredor logístico do Atlântico. Sublinhou a necessidade de empresas e talento para gerar riqueza.
Com capacidade prevista para movimentar mais de 45 mil contentores de 20 pés por ano e um movimento previsível de 10 mil camiões anuais, o Porto Seco visa facilitar o transporte de mercadorias, promovendo a articulação entre os meios ferroviário e rodoviário e reforçando a ligação ao Porto de Leixões.
O presidente da APDL, João Pedro Neves, salientou que a infraestrutura traz soluções logísticas mais vantajosas, promovendo investimento, crescimento, intermodalidade, conetividade, digitalização, automação e transporte sustentável.




