Profissionais de Saúde Assinam Compromisso Conjunto pela Governação e Bem-Estar

A Declaração de Coimbra 2026 visa priorizar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores do setor da saúde, promovendo políticas e práticas de governação.

Imagem genérica de um grupo de profissionais de saúde reunidos numa sala de conferências, com um documento na mão. Luz ambiente profissional.
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Imagem genérica de um grupo de profissionais de saúde reunidos numa sala de conferências, com um documento na mão. Luz ambiente profissional.

Em Coimbra, bastonários de várias Ordens Profissionais de Saúde subscreveram a Declaração de Coimbra 2026, um compromisso conjunto para integrar a saúde e o bem-estar dos profissionais nas prioridades de governação dos sistemas de saúde.

No âmbito do “Fórum Estratégico: Trabalho e Profissionais no Setor da Saúde | Governação, Bem-Estar e Sustentabilidade”, realizado durante o 7º Congresso Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses, diversas ordens profissionais, incluindo a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), representada por Miguel Pavão, assumiram o compromisso de colocar a saúde e o bem-estar de quem trabalha no setor entre as prioridades da governação, qualidade e sustentabilidade dos sistemas de saúde.
A Declaração de Coimbra 2026 enfatiza a necessidade de ir além do reconhecimento da importância da saúde mental, focando na criação de condições para a sua proteção. Esta responsabilidade deve materializar-se em políticas, modelos de governação, práticas organizacionais e mecanismos de acompanhamento que promovam a prevenção e a ação.
O documento estabelece cinco compromissos centrais: integrar a saúde dos profissionais na governação; conhecer, medir e acompanhar as condições e a qualidade do trabalho; prevenir através da organização e transformação do trabalho; desenvolver lideranças e culturas de trabalho saudáveis; e transformar a evidência em responsabilidade e ação.
Entre as mudanças propostas, destaca-se a avaliação regular dos riscos psicossociais e das condições de trabalho, com planos de ação, metas e monitorização. A declaração sublinha que fatores como carga de trabalho, autonomia, recursos, liderança, reconhecimento, segurança psicológica e conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar são determinantes da saúde dos profissionais.
O documento também aborda as transformações em curso no setor, como a digitalização, a Inteligência Artificial e a automação, defendendo a sua implementação com a participação de profissionais especializados e a avaliação dos seus impactos na carga de trabalho, competências, autonomia, saúde e segurança.
A declaração dirige recomendações ao Governo, às áreas governativas com responsabilidades sobre a força de trabalho em saúde, às entidades de governação, planeamento e regulação, às organizações e órgãos de gestão, às lideranças, às Ordens e organizações profissionais, às instituições académicas e científicas e aos próprios profissionais.
As entidades promotoras são a Ordem dos Psicólogos Portugueses, com o apoio da Unidade Local de Saúde de Coimbra. Entre os declarantes encontram-se a Ordem dos Assistentes Sociais, Ordem dos Biólogos, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Fisioterapeutas, Ordem dos Médicos, Ordem dos Médicos Dentistas, Ordem dos Médicos Veterinários, Ordem dos Nutricionistas e a Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Ordem dos Médicos Dentistas (15/10/2026)