Festival Política regressa a Coimbra com debates, cinema e espetáculos

Evento de três dias decorre de 12 a 14 de novembro no Convento São Francisco, com foco em intervenção pública e política.

Imagem genérica de um festival cultural em Portugal, com elementos de teatro, música e cinema, num ambiente envolvente e com arquitetura portuguesa.
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Imagem genérica de um festival cultural em Portugal, com elementos de teatro, música e cinema, num ambiente envolvente e com arquitetura portuguesa.

O Festival Política regressa a Coimbra de 12 a 14 de novembro, com um programa que inclui conversas, espetáculos, cinema e exposições no Convento São Francisco.

O festival arranca na quinta-feira, 12 de novembro, às 18h00, na Livraria Bruaá, com uma conversa com o investigador e programador Tiago Bartolomeu Costa a partir de “LIBERDADE! LIBERDADE!”. A coleção, editada em 10 volumes pelo Museu Nacional do Teatro e da Dança e pelas Edições Tinta-da-China, reúne quase 30 peças de teatro marcadas pelo desejo de intervenção pública e política.
No mesmo dia, no grande auditório do Convento São Francisco, às 21h30, sobe ao palco o espetáculo de humor “LIVRE MENTE”. A drag queen Sincera Mente reflete sobre o seu livre-arbítrio e sobre as vezes em que as escolhas que fez foram tudo menos benéficas.
Na sexta-feira, 13 de novembro, às 18h00, o Welcome Centre acolhe uma sessão de escuta coletiva do podcast “País de Incendiários”, da revista “Divergente”, seguida de conversa com a jornalista Sofia da Palma Rodrigues. A sessão procura compreender as causas do incendiarismo em Portugal e dar a conhecer casos concretos que marcaram a história recente do país.
Ainda no dia 13, às 21h30, no grande auditório, emmy Curl apresenta o espetáculo “Solarpunk – Uma Pastoral do Futuro Regenerativo”. A artista reflete sobre a ligação entre o amor pela pátria e o amor pela natureza e imagina um futuro em que a gestão de recursos e a política ambiental procuram a regeneração do planeta.
No último dia do Festival Política, sábado, 14 de novembro, o programa arranca às 15h00, no foyer do Convento São Francisco, com a oficina “Participação cívica e ativista das pessoas com deficiência em Coimbra”, conduzida pela psicóloga e ativista Inês Simões.
Ainda no sábado, às 15h30, no café concerto, a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) apresenta “Eu Fui ao Mar às Laranjas”, um projeto de registo e divulgação de saberes populares, com gravações feitas no terreno e atenção ao cariz etnográfico de cada lugar.
Já a partir das 18h30, no mesmo espaço, a conversa e a música juntam-se em “Depois dos Salatinas, que comunidade existe hoje na Alta de Coimbra?”. A sessão, que decorre após a exibição do filme (às 17h00, na black box), reúne os cineastas Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, para refletirem sobre o impacto do documentário e sobre como ele pode servir de ponto de partida para falar do direito à habitação e à dignidade humana.
No sábado, o destaque vai para o concerto-conversa “Artigo por Artigo” protagonizado pela cantora Selma Uamusse e pela atriz Cláudia Semedo sobre os 50 anos da Constituição. Às 21h30, no Grande Auditório, promete ser um espetáculo intimista sobre o que este documento histórico prometeu e o que ainda falta cumprir.
Ao longo dos três dias do Festival Política, serão exibidos 14 filmes, distribuídos por cinco sessões. A 12 de novembro, às 19h00, a black box recebe a sessão inaugural, “Direito à Cidade”, composta por quatro curtas-metragem dedicadas às comunidades migrantes e ao problema da habitação, com “Catálogo de uma Cidade Sem tecto”, de Diogo Cunha.
No dia seguinte, 13 de novembro, às 19h00, também na black box, segue-se a sessão “Sonho e Resistência”, que reúne filmes que partem das periferias das cidades para explorar sonhos e expectativas e que recuam no tempo para olhar para a vida em ditadura.
No último dia do Festival, 14 de novembro, o cinema conta com três momentos. Às 17h00, na black box, a longa-metragem “Salatinas”, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, leva-nos à Coimbra da década de 1940. Às 19h15, no mesmo local, a sessão de curtas “Entre Continentes” aborda as relações familiares, as experiências e os desafios migratórios e a memória de quem cresceu na favela brasileira. A sessão inclui “Áudios de Casa”, de Bianca Rêgo. O Festival fecha às 22h30 com as curtas de “Corpos em Trânsito”, que exploram a autodescoberta, a paixão e a afirmação da identidade sexual.
No Festival Política de Coimbra serão ainda anunciados os vencedores da secção de cinema, em que vão ser atribuídos três prémios: Prémio do Júri – Filme do Ano; Prémio do Público; e Prémio Futuro, destinado a realizadores com menos de 30 anos.
O Convento São Francisco vai ainda acolher duas exposições. “A Nossa Constituição é a Mais Bonita do Mundo”, patente no Foyer, propõe uma nova forma de pensar a cidadania, com artistas, atletas e modelos da Central Models a protagonizar os principais artigos da Constituição portuguesa.
Estará também patente, no foyer, “Constelações Parlamentares”, de João Bernardo Narciso, construída a partir de mapas que reúnem milhares de votações do Parlamento Europeu para interpretar visualmente as relações de poder à escala europeia.
A partir de 7 de novembro vai ser possível levantar os bilhetes gratuitos na Bilheteira do Convento São Francisco, a funcionar diariamente entre as 15h00 e as 20h00. Será permitido o levantamento de dois bilhetes, por pessoa, mediante a lotação, e não são permitidas reservas.
O Festival Política Coimbra é uma coprodução da Associação Isonomia/Festival Política, do Município de Coimbra e do Convento São Francisco.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Camara Municipal de Coimbra (27/10/2026)