Seminário em Castelo Branco debate redes sociais e futuro das crianças

Encontro reuniu cerca de 100 participantes para discutir pobreza infantil, saúde mental e desafios digitais, com envolvimento do IPDJ.

Imagem genérica de um auditório com cerca de 100 participantes a assistir a um seminário sobre o futuro das crianças, com elementos arquitetónicos portugueses subtis.
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Imagem genérica de um auditório com cerca de 100 participantes a assistir a um seminário sobre o futuro das crianças, com elementos arquitetónicos portugueses subtis.

Um seminário sobre o papel das redes sociais e da família no futuro das crianças reuniu cerca de 100 participantes em Castelo Branco no dia 23 de outubro de 2026, abordando temas como pobreza infantil e saúde mental.

O encontro «Crescer com Equilíbrio: O Papel das Redes Sociais e da Família no Futuro das Crianças» realizou-se no Auditório da Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco, promovido pela EAPN Portugal - Núcleo Distrital de Castelo Branco e pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Castelo Branco. A iniciativa, integrada na Semana da Erradicação da Pobreza, contou com o envolvimento de várias entidades parceiras e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
Na sessão de abertura, Hélio Ferreira, técnico da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, alertou para a importância da articulação entre comissões de proteção e organizações comunitárias, destacando os desafios da negligência parental e do uso das redes sociais. Cristelle Domingues, vereadora da Câmara Municipal de Castelo Branco, e o vice-reitor da Universidade Politécnica de Castelo Branco, salientaram a pertinência da iniciativa.
Fátima Veiga, socióloga da EAPN Portugal, analisou os impactos sociais, emocionais e geracionais da pobreza infantil, abordando os custos da habitação e a necessidade de políticas sociais abrangentes. Ana Margarida Moreira, pedopsiquiatra, alertou para os efeitos do uso excessivo de dispositivos digitais na saúde mental e autorregulação emocional das crianças, sublinhando o papel parental e dos educadores.
Carla Dias Costa, psicóloga, refletiu sobre as vulnerabilidades digitais das crianças e a responsabilidade partilhada entre famílias, escolas e instituições. Bruno Trindade, animador sociocultural, abordou as consequências do uso excessivo de telemóveis, como o isolamento e o sedentarismo, defendendo a valorização dos recreios como espaços de socialização.
Inês Silva, psicóloga e voluntária do programa «Navegas em Segurança» do IPDJ, partilhou experiências sobre a relação dos jovens nas redes sociais. O professor Luís moderou a sessão, partilhando experiências de inclusão nos recreios.
O encontro reforçou a mensagem de que proteger as crianças é uma responsabilidade de todos, sendo a articulação entre famílias, escolas, comunidade e instituições fundamental para promover os seus direitos, inclusão e bem-estar face aos desafios da pobreza e do mundo digital.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: IPDJ - Instituto Português do Desporto e Juventude (27/10/2026)